quinta-feira, 29 de maio de 2014

SONECA


sexta-feira, 2 de maio de 2014

AEROMÓVEL

SOLUÇÃO DE MIAMI PARA PORTO ALEGRE...     E OUTRAS CIDADES



Em Miami o problema da circulação pelo centro da cidade  foi resolvido pelo MetroMover - sistema de transporte semelhante ao do aeromóvel, com vagões movidos a eletricidade, totalmente automatizados, que deslisam sobre monotrilhos suspensos por colunas de concreto. 
É um transporte público gratuito, funciona das cinco horas da manhã à meia noite, e ao longo dos seus sete quilômetros de linha circular com paradas de duas em duas quadras há escolas, hotéis,  parques, uma arena de esportes, o mercado Bayside e estações de metrô e ônibus para os bairros e cidades da região metropolitana. 
O MetroMover de Miami, assim como os de Jacksonville, na Flórida, e de Detroit, cidade na fronteira com o Canadá, são silenciosos, não poluem o ar e os custos para sua construção são muito  inferiores aos de um metrô subterrâneo. 
Bem que o centro de Porto Alegre poderia ter as suas linhas de aeromóveis, com o mesmo sistema já em funcionamento entre a estação Aeroporto do metrô o Terminal 2  do aeroporto Salgado Filho.  Os ônibus dos bairros teriam estações de transbordo junto às suas paradas, evitando o congestionamento e a poluição das ruas e avenidas da área central, como a Salgado Filho, a Independência, a Mauá, a João Pessoa, a Loureiro da Silva e a Borges de Medeiros.
Os passageiros desembarcariam fora do perímetro central e  continuariam seus itinerários de aeromóvel, gratuitamente, até os seus destinos - rodoviária, Mercado Público, Usina do Gasômetro, Centro Administrativo,  campus central da Ufrgs, Santa Casa. 
Na época dos bondes, Porto Alegre já teve linhas circulares. Os planejadores urbanos da prefeitura poderiam retomar o conceito, adaptando-o à realidade de hoje. 
Livrar o centro da cidade dos ônibus e acabar com as filas de passageiros nas calçadas das avenidas Salhado Filho e Borges de Medeiros poderia ser  um passo importante para a sua revitalização.




O sistema MetroMover foi inaugurado em 1986, ampliado em 1994 e deu tão certo que a prefeitura de Miami tem um projeto para estender sua linha até Miami Beach. 
Em 2013 transportou 105 mil pessoas.
As informações e as três fotos acima são do site da prefeitura de Miami


Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre,   será ser a primeira cidade brasileira com uma linha de aeromóvel para transporte de massa. As obras devem começar ainda no final de 2014. O aeromóvel, com dois vagões em cada sentido, ligará o bairro Guajuviras à Praça do Avião, no centro da cidade, e a estação do Trensurb, o metrô de superficie, num percurso de 5,7 quilômetros.







quinta-feira, 1 de maio de 2014

OS DOIS LADOS DA CERCA


Sem nome foi trazido por pedreiros que reformaram uma casa. Enquanto durou a obra, ele vivia do lado de dentro da cerca. Latia para as motos, o caminhão de lixo, os outros cães que passavam. 
Mas o trabalho acabou, os pedreiros foram embora e ele ficou do lado de fora.
Cachorrinho jovem, dócil, se viu ali, perdido. Se tornou arisco, medroso. 
 Um dia um vizinho deu a ele uma caixa de papelão para dormir. Depois apareceram tigelas com água e ração. Na semana seguinte, uma espécie de casinha feita com restos de telhas e tijolos. 
Sem nome vivia ali, já conformado. Até que sumiu. 
Alguém deve ter gostado dele e levado para um lar de verdade. 





Esta cachorrinha tem nome, e nome chique, ao contrário dos cães de rua que, adotados por pessoas condoídas de sua situação, geralmente são chamados de preta, branca, malhado. Ela vive  do lado de dentro da cerca de uma boa casa. Aparentemente tem uma vida confortável.  Aparentemente.  
De segunda a sexta-feira - e às vezes por semanas inteiras -,  a cachorra não tem qualquer companhia. Seus donos (pais?) vivem num apartamento, em outra cidade, e só aparecem nos fins de semana, quando vêm à casa de praia. 
Um vizinho é encarregado de levar-lhe ração e água todos os dias, e à noite trancá-la na garagem para dormir. 
Será que ela não seria mais feliz do lado de fora da cerca, batalhando pela comida nas ruas, em companhia de outros cães abandonados? 







domingo, 27 de abril de 2014

A ALEGRIA COLORIDA DAS ARARAS



Elas já estiveram ameaçadas de extinção, assim como tantas espécies de aves caçadas por predadores humanos. Mas, criadas em cativeiro e controladas através de anilhos para localização, as araras têm a sua sobrevivência garantida. 
Este casal de araras  vive na pousada Cabanas, em Termas do Gravatal, e parece completamente à vontade entre os hóspedes. 

segunda-feira, 14 de abril de 2014

FOZ DO IGUAÇU DAS MARAVILHAS



Foz do Iguaçu seria apenas mais uma pequena cidade fronteiriça se não tivesse duas obras colossais para exibir: uma natural, as Cataratas do rio Iguaçu, e outra feita pelo homem, a hidrelétrica de Itaipu,  rio Paraná. Ambas se completam, e tornam Foz um dos principais destinos turísticos do mundo. Além disso, há as irresistíveis tentações de compras de produtos importados na vizinha Ciudad del Este, no Paraguai, e no free shop de Puerto Iguazu, na Argentina. 
Moradores, empresários e administradores  assimilaram com naturalidade e eficiência esta responsabilidade. Os serviços de vans e táxis para o transporte de turistas são eficientes, com preços tabelados. 
Tanto o  parque das Cataratas como a Hidrelétrica de Itaipu tem um excelente esquema de atendimento ao turista, com ônibus panorâmicos e guias. 
Há opções de hospedagem para todos os gostos e possibilidades - dos resorts luxuosos situados perto das cataratas a hotéis confortáveis na área central da cidade. 
Os posts que se seguem são flashes de uma estada de seis dias na tríplice fronteira. 




ITAIPU, MARAVILHA HUMANA


É preciso algum tempo para assimilar a dimensão dos  paredões de concreto com 190 metros de altura da barragem da hidrelétrica de Itaipu. Sua construção começou em 1975 e acabou em 1984, a um custo calculado em 20 bilhões de dólares. Foram usados 12,5milhões de metros cúbicos de concreto - 210 estádios do porte do Maracanã. A obra deu emprego direto a 40 mil pessoas.  




Estas 20 turbinas movidas pelas águas do rio Paraná geram a maior parte da energia elétrica consumida no Brasil e quase toda do Paraguai, que tem direito à metade dos 14 mil megawatts produzidos. O Brasil compra o excedente paraguaio.



Itaipu vista do alto dos sangradouros, secos em épocas de pouca chuva. Ao longe, Foz do Iguaçu.



SETE QUEDAS, MARAVILHA SUBMERSA







Se num regime democráticos é difícil, quase impossível, impedir o alagamento de grandes áreas para  a construção de hidrelétricas, imaginem em plena ditadura militar. Foram inúteis os apelos para que as Sete Quedas de Guaíra, no rio Paraná, fossem poupadas para a formação do lago de Itaipu.
Era o maior conjunto de cachoeiras do mundo em volume de água, e rivalizava com as Cataratas do Iguaçu em beleza e importância turística. 
 Desde o anúncio do alagamento,  em 1979,  milhares de brasileiros chegaram  em romaria à cidade de Guaíra para ver as Sete Quedas pela primeira ou última vez. Algumas semanas antes do fechamento do parque junto ao rio,  uma das pontes usadas pelos visitantes para apreciar as cachoeiras se rompeu e 32 pessoas caíram e foram tragadas pelas águas.
As comportas da barragem de Itaipu foram fechadas, em 13 de outubro de 1982, e o lago começou avançar rio Paraná acima até encobrir as Sete Quedas,  a 160 quilômetros dali, duas semanas depois. Estava consumado mais um crime contra a natureza, em nome do progresso.



"Sete Quedas por nós passaram,
E não soubemos, ah, não soubemos amá-las...
E todas sete foram mortas,
E todas sete somem no ar...
Sete fantasmas, sete crimes,
Dos vivos golpeando a vida,
Que nunca mais renascerá..."


 
(Carlos Drummond de Andrade)
 


No Portal Guaíra há um vídeo de 26 minutos gravado por Luís Freimüller  sobre as Sete Quedas Vale a pena vê-lo, neste link:
http://www.portalguaira.com/PG/guaira-e-santa-helena-video-antigo-resgata-imagens-das-7-quedas-e-salto-do-rio-sao-francisco/




sábado, 12 de abril de 2014

TRÊS FRONTEIRAS


Esta é a Tríplice Fronteira, vista do Brasil. 
À esquerda, do outro lado do rio Iguaçu, é a Argentina. 
O Iguaçu deságua no rio Paraná, de águas verdes devido à falta de chuvas. Na sua margem direita, o Paraguai. 
Em primeiro plano, o Espaço das Américas, prédio construído pelo governo do Paraná em 1997 para abrigar encontros políticos e culturais dos três países. Encontra-se semi-abandonado. 





Obelisco das três fronteiras, lado brasileiro. Argentina e Paraguai também construíram seus marcos. 






"Nacimos de muchas madres, pero aqui solo hay hermanos". 

Pichação num muro junto à ponte da Amizade. 






terça-feira, 8 de abril de 2014

CIUDAD DEL ESTE, PARAGUAI

MUVUCA POUCA É BOBAGEM...



Atravessar o rio Paraná pela Ponte da Amizade e "fazer umas comprinhas" em Ciudad del Este está em todos os roteiros turísticos de  Foz do Iguaçu, assim como as Cataratas e a Hidrelétrica de Itaipu. Mas quem vai pela primeira vez tem que usar uma boa dose de paciência e não se importar com alguns inconvenientes. 
Se o interesse do visitante é comprar um perfume, um eletrodoméstico ou uma bebida importada,  os preços dos produtos são semelhantes aos de qualquer free shop, e até mesmo dos que são encontrados em lojas brasileiras, comprados em reais.   Para chegar até os shoppings mais sofisticados, como o Monalisa, é preciso caminhar pelo menos 500 metros, pois as vans de turismo estacionam numa área  próxima à ponte.  Mas andar pelas ruas é um exercício de tolerância para com todo o tipo de vendedores de bugigangas, especialmente adolescentes, que se agarram ao pobre turista querendo empurrar suas quinquilharias, de meias a pen drives. 
As mercadorias mais baratas,  vendidas nas bancas das ruas e nas lojas de alguns centros comerciais, têm procedência duvidosa. São as preferidas pelos muambeiros, que as revendem nos camelódromos. 
Apesar da sua importância econômica - só perde para a capital, Assunción -  a cidade tem um visual feio, um trânsito caótico e é bastante insegura, mesmo para os padrões  brasileiros.   
A situação é tão grave que a Associação dos Empresários de Ciudad del Este, com o apoio da prefeitura e do governo do Paraguai, contratou  o urbanista Cassio Taniguchi, ex-prefeito de Curitiba, para fazer um projeto de reurbanização completa da cidade. 
Uma boa alternativa é fazer as compras no duty free do lado argentino das três fronteiras, logo após a ponte  Tancredo Neves, também chamada de Ponte da Fraternidade, sobre o rio Iguaçu. 
É bonito, organizado, com um estacionamento amplo e arborizado, e as lojas tem muita variedade de produtos, todos legítimos.




Na ida ...

ou na volta,  o trânsito pela ponte é sempre confuso.


O rio Paraná, com  pouca vazão devido à estiagem prolongada, e ao fundo Ciudad del Este


 Inaugurada em março de 1965,  a Ponte da Amizade tem 290 metros de comprimento. Liga as cidades de Foz de Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguai, e foi importante para que, nestes 49 anos,  se tornassem importantes pólos turísticos e comerciais.