sexta-feira, 17 de agosto de 2018

ALEMÃO (E JAPONÊS) É TUDO IGUAL...





Durante algum tempo, depois que eu fui trabalhar no jornal Zero Hora, o presidente da empresa, Nelson Sirotsky,  me cumprimentava dizendo "oi, Hélvio".  Achava que eu era o editor Hélvio Schneider, que já trabalhava lá há alguns anos.  Temos a mesma idade,  mais ou menos a mesma altura,  e na época os dois éramos magros.  Acabou notando as diferenças entre nós, talvez por ter nos visto juntos.
Quando ando na rua, é comum me abanarem alegremente me chamando pelos mais variados nomes. Não faço ideia de quem seja, mas sempre sorrio e abano de volta, como se conhecesse. Fazer o que?
Às vezes, quando conheço alguém, vem a pergunta, como no caso da dona de uma geriatria de Mariluz:  "mas você não é o Odacir, lá de Bento?" 
Mesmo explicando que só estive em Bento Gonçalves uma vez na vida, a pessoa custa a acreditar. "Mas é igualzinho ao Odacir, um gringo lá da ferragem". 
Cheguei à conclusão de que alemão (e gringo) é tudo igual. Como japonês. Levo na esportiva. 
Só me incomodei um dia que uma senhora, dona de um mercado onde fui fazer compras, me cobrou uma dívida. "Pô, Sérgio, tu ficou de vir pagar em seguida e nunca mais!", vociferou. Mostrei a carteira de identidade, mas mesmo assim ela continuou desconfiada de que eu era o Sérgio, o sem vergonha que deixou uma conta pendurada e sumiu do mapa...

domingo, 12 de agosto de 2018

MARES BRAVIOS DO ATLÂNTICO SUL



Barra do rio Tramandaí, em Imbé/RS, açoitada pelo vento sudoeste com rajadas de até 90 km/h


quarta-feira, 1 de agosto de 2018

O PASSADO DE PORTO ALEGRE



Com um pouco de imaginação dá para viajar no tempo até o século 19 e desfrutar, de uma dessas sacadas, do pôr de sol no rio Guaíba. Ou de um sarau em que o proprietário desse casarão da rua Riachuelo, o Conde Porto Alegre, recebia seus convidados vestidos a rigor. 

Patrimônio Histórico da capital gaúcha, o prédio, construído em 1830 e comprado pelo governo do Estado do RS em 1930, foi cedido para o Instituto dos Arquitetos do Brasil/RS para a sua restauração. A parte de trás, sede do Instituto, está pronta, mas a fachada continua se deteriorando, à espera de doações.










domingo, 1 de julho de 2018

QUEM PRECISA DE PSIQUIATRA?




"Tu tá achando que eu tou louco?", reagiu um colega de trabalho quando eu sugeri que ele fizesse terapia, se possível com médico psiquiatra. Se ele tivesse aceitado a sugestão certamente teria superado com muito menos sofrimento, os problemas pessoais e profissionais que vinha enfrentando.
Não que encarar um terapeuta seja fácil, especialmente para os homens. Falo por experiência própria. Na minha primeira "temporada", só consegui começar a falar de mim depois de uns seis meses de sessões semanais. Depois fui encarando com naturalidade os questionamentos do psiquiatra. 
Anos depois, nova temporada. Com a ajuda do médico - terapêutica e medicamentosa - consegui juntar os cacos  do que havia se tornado a minha vida. 
Uma sessão por semana era pouco, mas depois de um ano eu já havia conseguido me reorganizar. Até hoje, e já lá se vão 20 anos, continuo a rever o "meu" psiquiatra, e agora amigo, uma vez por mês.  Conversamos sobre viagens, política, vinhos, lembranças e, claro, os meus problemas, que, como os de todo mundo, não são poucos. 
Fico pensando o que teria acontecido comigo sem este apoio. Um profissional preparado, experiente,  pode, com a avaliação correta de uma situação,  fazer com que o paciente mude a rota de sua vida e evite a colisão, um desastre. 
Penso também em tantas pessoas que , com  terapia e/ou medicamentos, poderiam, e poderão,  ter uma vida melhor, muito melhor. 

terça-feira, 26 de junho de 2018

PRAIA NO INVERNO










Imbé/RS 

sexta-feira, 22 de junho de 2018

ENTARDECER




Imbé/RS


Tramandaí/RS

segunda-feira, 11 de junho de 2018

SOLITUDE