sábado, 19 de setembro de 2026

BIRGITTA, A SUECA


 

Pasto,  uma cidade gélida a 2.500 metros de altitude, onde a temperatura média é de 14 graus, no sudoeste da Colômbia, foi a primeira parada na nossa viagem de Otavalo, no Equador, onde morávamos, e Bogotá, onde o Pedro Port e eu pretendíamos conseguir um visto para ir aos Estados Unidos - ou pelo menos tentar. 

Chegamos no meio da tarde e, como sempre, fomos à praça central onde cantei até anoitecer. Ninguém colocou nem ao mesmo uma moedinha na capa aberta do violão. Cansados e famintos, já estávamos pensando em desistir quando chegou um grupo de jovens de pele muito alva e olhos azuis. Não nos deram nada, mas nos perguntaram se queríamos  ir até a casa onde moravam, perto dali.

Eram quatro suecos, três rapazes e uma moça, a Birgitta, curiosíssimos para saber quem éramos, de onde vínhamos, o que fazíamos por ali. E principalmente ouvir música brasileira. A Birgitta foi para a cozinha preparar o jantar. O Pedro se ofereceu para ajudá-la, mesmo que seus conhecimentos de culinária se limitassem a ovos cozidos, e olhe lá. Eu fiquei na sala, tocando samba e bossa-nova. 

O cardápio era macarrão fuzili com cebola e atum, um prato básico mas delicioso. De sobremesa chá com bolo de chocolate, enriquecido com canabis colombiana. 

Evidentemente aceitamos o  convite para pernoitar, e no dia seguinte continuamos a viagem. 

Em Bogotá constatamos que o visto era impossível, e voltamos para Otavalo. Poucos dias depois adivinha quem apareceu? A Birgitta, saudosa do Pedro, seu latin lover. 





sábado, 22 de agosto de 2026

EM 1630, TRAMANDAÍ JÁ ESTAVA NO MAPA

 



Há 50 anos comprei numa galeria de Buenos Aires esta reprodução deum Mapa Mundi produzido em 1630.  Nele a Antártida e a Oceania ainda eram identificadas como "Terra Australis Incognita" - uma imensa área de terra inexplorada pelo homem.
 Mas detalhava com precisão impressionante a costa brasileira. Constavam Rio de Janeiro, Santos, Paranaguá, Rio Grande, Rio da Prata e, no paralelo 30,  um lugar chamado Tamandahy. 
Um século antes de Manoel Gonçalves Ribeiro ganhar a sesmaria que deu início à sua povoação, Tramandaí já estava no mapa.




quarta-feira, 15 de julho de 2026

PALAVRAS LEVA O MAR

 



A expressão "palavras leva o mar" faz referência ao belíssimo samba-canção "Nossos Momentos", composto por Haroldo Barbosa e Luiz Reis, e interpretada por Elizeth Cardoso. Um clássico da música brasileira.

Foto: praia de Imbé/RS, numa caminhada matinal

sexta-feira, 10 de julho de 2026

O FASCÍNIO DO ARRAIAL DA AJUDA

 

Em julho de 2014 reuni, num post do meu blog Correcaminos, uma seleção de fotos analógicas das temporadas que passei no Arraial da Ajuda, de 1984 até os anos 1990. A minha ideia era compartilhá-las com os amigos.
Já nas primeiras semanas fiquei espantado com a enorme repercussão: centenas, depois milhares de acessos, dezenas de comentários.
Doze anos depois da publicação, já são mais de 100 mil acessos. As fotos tem sido reproduzidas em vários sites, blogs e aqui no face, quase sempre sem os devidos créditos. Me dei conta de que fui um dos poucos que fotografaram as paisagens, as pessoas e os lugares que tornaram este lugarejo do sul da Bahia, distrito de Porto Seguro, tão fascinante.

https://clovisheberle.blogspot.com/2014/06/o-arraial-era-assim.html


quinta-feira, 30 de abril de 2026

OUTONO

 








Imbé /RS

segunda-feira, 27 de abril de 2026

AS CASINHAS NORDESTINAS NA ARTE DO RÉGIS

 O artista plástico goiano Régis chegou no Arraial da Ajuda, Bahia, se encantou pelo lugar e pela arquitetura de suas casas e se pôs a pintá-las. 

Em seu ateliê, bem no centrinho do Arraial, vendia telas, camisetas e outras peças do vestuário, com a marca Arte em Uso.


 





segunda-feira, 20 de abril de 2026

BONS TEMPOS...

 


Praia do Mucugê, Arraial da Ajuda, Bahia.

Do meu álbum de fotos