domingo, 1 de julho de 2018

QUEM PRECISA DE PSIQUIATRA?




"Tu tá achando que eu tou louco?", reagiu um colega de trabalho quando eu sugeri que ele fizesse terapia, se possível com médico psiquiatra. Se ele tivesse aceitado a sugestão certamente teria superado com muito menos sofrimento, os problemas pessoais e profissionais que vinha enfrentando.
Não que encarar um terapeuta seja fácil, especialmente para os homens. Falo por experiência própria. Na minha primeira "temporada", só consegui começar a falar de mim depois de uns seis meses de sessões semanais. Depois fui encarando com naturalidade os questionamentos do psiquiatra. 
Anos depois, nova temporada. Com a ajuda do médico - terapêutica e medicamentosa - consegui juntar os cacos  do que havia se tornado a minha vida. 
Uma sessão por semana era pouco, mas depois de um ano eu já havia conseguido me reorganizar. Até hoje, e já lá se vão 20 anos, continuo a rever o "meu" psiquiatra, e agora amigo, uma vez por mês.  Conversamos sobre viagens, política, vinhos, lembranças e, claro, os meus problemas, que, como os de todo mundo, não são poucos. 
Fico pensando o que teria acontecido comigo sem este apoio. Um profissional preparado, experiente,  pode, com a avaliação correta de uma situação,  fazer com que o paciente mude a rota de sua vida e evite a colisão, um desastre. 
Penso também em tantas pessoas - conhecidos, amigos, familiares - que , com  terapia e/ou medicamentos, poderiam, e poderão,  ter uma vida melhor, muito melhor. 

terça-feira, 26 de junho de 2018

MAR DE INVERNO




Imbé/RS 

sexta-feira, 22 de junho de 2018

ENTARDECER




Tramandaí/RS

segunda-feira, 11 de junho de 2018

SOLITUDE






sexta-feira, 25 de maio de 2018

RECICLE, DOE, PENSE NO PLANETA




A mensagem "Quando não mais necessitar, doe", escrita em português, espanhol,  francês e inglês, está na etiqueta de uma jaqueta jeans da Levi's. Por incrível que pareça, de uma empresa dos Estados Unidos, o país que mais desperdiça, polui, consome energia e água no mundo. 
Valeu o toque. 
Você, que tem roupas que já não usa, doe. 
Não jogue fora. Doe. 
Sempre há quem necessite. 
Leve a um albergue, uma igreja, um asilo.
Recicle. 






quarta-feira, 23 de maio de 2018

TWILIGHT TIME


 



domingo, 13 de maio de 2018

AS IRMÃS ROMANOV

DE CONTO DE FADAS A TRAGÉDIA






Era uma vez... 
Olga, Tatiana, Maria e Anastácia, quatro irmãs lindas, generosas, compreensivas, que se amavam e eram amadas pelos pais. Tinham o título de Grã-Duquesas por serem filhas do tsar Nicolau, da Rússia. Durante a maior parte de suas vidas viveram em palácios, passavam os verões  bordo de um dos iates imperiais navegando, com a família, pela costa recortada da Finlândia ou na ensolarada Crimeia. Como num conto de fadas.
Só se queixavam do isolamento em que viviam, em  parte por causa das preocupações do pai com sua segurança, mas principalmente devido à sua mãe super protetora, a imperatriz Alexandra, neta da rainha Vitória, da Inglaterra. Conservadora e religiosa, não queria que as filhas se contaminassem com o ambiente decadente e corrupto da realeza russa.
O nascimento do tão esperado irmãozinho, o príncipe Alexei, sucessor do pai no trono, reservado apenas a homens, também acabou sendo um motivo de transtornos e preocupações para as irmãs. Hemofílico, o tsarévitch precisava de cuidados constantes, e as crises frequentes abriram caminho ao convívio com o monge Rasputin, único, aparentemente, a conseguir aliviá-las. Visto como charlatão e coisas piores, atraiu a ira de boa parte da sociedade e da nobreza para a família real.
A eclosão da primeira guerra mundial, em que a Rússia, solidária com a França e a Inglaterra, enfrentou a Alemanha, mudou radicalmente esta doce vida que levavam. As mais novas ainda não tinham chegado à adolescência em 1914 quando passaram a dedicar-se, em tempo integral, assim como a mãe, a trabalhar como enfermeiras, cuidando dos soldados feridos.
A guerra foi duplamente desastrosa para o tsarismo russo: no campo de batalha, multiplicavam-se as mortes e as derrotas diante de inimigos muito melhor preparados. Internamente, agigantava-se a revolta do povo contra uma nobreza decadente e insensível diante de seus sofrimentos, e um imperador que teimava em governar com poderes absolutos.
Os revoltosos acabaram obrigando Nicolau a abdicar, e a família foi mandada para uma longínqua cidade da Sibéria. Com os bolcheviques no poder, o último ato: depois de passarem por todo o tipo de humilhações, as quatro irmãs foram fuziladas em 17 de julho de 1918, no porão da casa onde estavam presos em Ecaterimburgo, no Urais, junto com seu irmão mais novo Alexei, que seria o herdeiro do trono, os pais e os poucos criados que permaneceram leais a eles. Olga, a mais velha, tinha 22 anos. Anastácia, a mais nova, 17.

As biografias das irmãs Romanov são contadas com riqueza de detalhes e  um texto impecável pela escritora inglesa Hellen Rappaport no livro As Irmãs Romanov, A Vida das Filhas do Último Tsar. 
Hellen e uma grande equipe fizeram uma pesquisa gigantesca para revelar todos os fatos conhecidos sobre o dia-a-dia das irmãs, seus pais, parentes e as pessoas que os cercaram. É também um excelente relato daqueles anos turbulentos que acabaram com 300 anos da dinastia Romanov e o surgimento da União Soviética. 
São 523 páginas que se lê de um fôlego só, mesmo que já se saiba qual o final de uma das histórias mais impressionantes - e trágicas - do início século XX.