segunda-feira, 8 de abril de 2019

UM PASSEIO PELA HISTÓRIA DO IMBÉ

 


 Durante muitos anos a barra do Imbe/Tramandai era móvel e não fixa como é hoje.
 E era aberta a pá por pescadores. Isso era feito porque a barra existente ficava sem condições de utilidade visto ficar praticamente paralela ao mar. Assim sendo, antes de ser aberto o novo caminho do mar para o rio, a antiga barra  era isolada e aberta uma nova
Este braço isolado de água gerou um braço morto do rio, que originou a área chamada de "braço morto". Deste braço morto de água só resta o denominado laguinho da Varig.
 Assisti isso acontecer umas duas vezes. Posteriormente este braço morto foi aterrado e comercializado por Paulo Hoffmeister, dono de importante imobiliária da região, junto com Jardelino Peroni, esposo da Dona Maria. O casal ficou rico no Imbé por um milagre de Nossa Senhora, e ao falecer deixou todo seu patrimônio, compreendido por imóveis e terrenos no Imbé, para a Santa Casa de Porto Alegre, com exceção de um que ficou para sua afilhada. 
Muitas pessoas não acreditavam nesse loteamento pois entendiam que face o mesmo ter sido construido sobre aterramento de um lago, seriam terrenos com muita umidade. Mas prosperou.
Este era o Imbé de nosso tempo de saudosa lembrança. 


 Djalma Requião



Fotos da coleção de Lauro Renck 

Associação Comunitária de Imbé-Braço Morto

Um comentário:

Anônimo disse...

Em que ano foi aterrado o braco morto