O homenageado era o Bastos, mas acabou sendo um dia de afagos de todos nós que fomos seus subordinados e colegas na RBSTV e outras redações.
O homenageado era o Bastos, mas acabou sendo um dia de afagos de todos nós que fomos seus subordinados e colegas na RBSTV e outras redações.
No inverno - e até nas outras estações - tomar uma sopinha à noite é tudo de bom. Aquece o corpo, aquece a alma. De legumes, canja, todas caem muito bem, ainda mais com uma taça de vinho tinto.
Numa dessas viagens a convite para jornalistas, fomos conhecer o Poble Espanyol, em Barcelona. Construído para a Exposição Universal de 1929, é uma reprodução em tamanho real de diferentes aldeias espanholas, com lojas, bares, restaurantes e espaços para apresentações de artistas. Uma Espanha em miniatura, para turistas.
Depois de percorrermos o lugar, fomos levados a um restaurante para jantar. O cardápio era adequado ao espírito do poble. Os pratos, um de cada região do país, foram se sucedendo, mas como quase todas as comidas típicas, eram um tanto indigestas. Lá pelas tantas serviram uma sopinha. "Uau", exclamamos em voz baixíssima para não ofender os anfitriões.
O Souza é daqueles taxistas que gostam de papear com os passageiros. Ouvir suas histórias, e, principalmente, contar as dele.
Quando me levava para o trabalho, falava das pescarias, dos negócios, de futebol - nos fins de semana, jogava no time do bairro. Centroavante, sua paixão era mandar a bola na rede.
Souza se gabava de ser um sedutor irresistível. Casadas, jovens, viúvas desfrutáveis, nenhuma resistia aos seus encantos. Até que...se apaixonou. Deixou a mulher com quem vivia há anos e tinha filhos para se juntar com uma morena bem mais nova do que ele.
Reencontrei o Souza quase dez depois da nossa última conversa, numa corrida até o centro da cidade. Grisalho, rosto vincado, já não era o mesmo. Não pescava mais, nada de farras, ia direto do trabalho para casa. "E o futebol?" perguntei.
- O pessoal me convida, mas já não jogo mais. O pior é que nem na tevê posso ver os meus joguinhos. Quem fica com o controle é ela.
Como diz aquele samba de Noel Rosa, "toda araruta tem seu dia de mingau".
"Alguém topa jogar vôlei uma vez por semana?"
A moça se apresentou ao dono do mercado Basso como repórter do jornal Zero Hora, e disse que estava fazendo uma matéria sobre os mercados de bairro. O gringo achou que era brincadeira mas topou conversar com ele. Contou de onde veio, como entrou no negócio e como dava atendimento diferenciado aos clientes, no bairro Petrópolis, como a entrega dos produtos em suas casas.
Já à vontade, topou posar para uma foto junto às frutas e verduras. No sábado seguinte à entrevista, Basso (o nome, Claudiomiro, foi dado pelo pai em homenagem ao grande centroavante do Internacional) e sua esposa Clarice se revezaram ao telefone: eram clientes comentando que viram a matéria no site de ZH. A repercussão foi grande, e até as vendas aumentaram. A página está emoldurada, junto ao balcão.
Para a repórter pode ter sido apenas mais uma materinha: contar como os mercados do bairro conquistaram os moradores, com produtos e atendimento de qualidade. Não foi manchete nem chamada na capa, mas cumpriu uma das mais importantes funções de um meio de comunicação: valorizar boas iniciativas da comunidade.
Andar pela praia até Trancoso era um programa indispensável para quem estava no Arraial da Ajuda nos anos 70/80. Os 13 quilômetros não eram cansativos -as belezas naturais, as praias quase intocadas, compensavam a canseira, aliviada também por banhos nos dois riachos do caminho. E éramos bem mais jovens...
É preciso sair de manhã, cedo, quando a maré está baixa. Depois que ela sobe fica mais difícil caminhar, e em alguns pontos a passagem pode ser perigosa.
Praia do Mucugê, a primeira parada para apreciar as piscinas naturais
Os recifes de corais, que com maré alta serão cobertos pelo mar
Paia da Pitinga, de uma beleza emocionante. Lá no fundo já dá para ver Trancoso.
Depois de seis quilômetros, uma pausa para se refrescar na água limpinha do riacho Pitinga
Parada para um banho de lama na Lagoa Azul
Uma ponta de pedras, e a vista do caminho já percorrido
Uma pequena praia isolada, cercada de pedras e falésias
Parada para beber alguma coisa no rio Taípe
A praia de Trancoso
O quadrado de Trancoso. Hora de voltar, mas... de carona ou de busão.