domingo, 13 de janeiro de 2013

SUMMERTIME



Torres, janeiro de 2013
 

domingo, 16 de dezembro de 2012

... E O TAL DO MUNDO NÃO SE ACABOU


Cada vez que rola este papo de  "o mundo vai acabar" me lembro deste velho samba de Assis Valente,  composto em 1938 e imortalizado por Carmem Miranda: 

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso, minha gente lá de casa, começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite lá no morro, não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso, minha gente lá de casa, começou a rezar
Ainda disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite. lá no morro, não se fez batucada

Chamei um gajo com quem não me dava
E perdoei a sua ingratidão
E festejando o acontecimento
Gastei com ele mais de um quinhentão
Agora eu soube, que o gajo anda
Dizendo coisa que não se passou
E, vai ter barulho, e vai ter confusão
Porque o mundo não se acabou

Anunciaram e garantiram que o mundo ia se acabar
Por causa disso, minha gente lá de casa, começou a rezar
E até disseram que o sol ia nascer antes da madrugada
Por causa disso nessa noite. lá no morro, não se fez batucada

Acreditei nessa conversa mole
Pensei que o mundo ia se acabar
E fui tratando de me despedir
E sem demora fui tratando de aproveitar
Beijei a boca de quem não devia
Peguei na mão de quem não conhecia
Dancei um samba em traje de maiô
E o tal do mundo não se acabou

http://www.youtube.com/watch?v=abVNWgeonOY

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

DO TRIGO RICO À FARINHA POBRE


A maioria das pessoas que eu conheço não entendem - e nem se interessam muito em entender - a importância de comer pão de farinha integral e evitar embustes nutricionais como a margarina, o arroz branco e o açúcar refinado. O texto abaixo, retirado de um livro publicado na década de 70 chamado "A Vida Secreta das Plantas", de Peter Tompkins e Christopher Bird , resume de forma clara e definitiva a triste história da transformação de um alimento rico e importantíssimo na história do homem num composto estéril, que apenas torna as pessoas gordas e desnutridas.
Vale a pena ler.

" Desde muito antes do chamado despertar da história, o pão é um alimento básico para o homem. Em ruínas perto dos lagos suíços foram encontrados vestígios de pão datáveis de pelo menos 10 mil anos. Um grão de trigo é em síntese uma concreção com uma extremidade chamada germe, do qual o embrião da futura planta se nutre antes de emitir suas primeiras raízes, e uma casca de três camadas chamada rolão. Enzimas, vitaminas e minerais essenciais, inclusive o ferro, o cobalto, o cobre, o manganês e o molibdênio, encontram-se no germe e na casca.  
O germe do trigo é uma das poucas fontes naturais o se encontra na íntegra o complexo vitamínico B o que justifica o pão já ter sido chamado de 'o alimento da vida'.  O trigo integral contém ainda vestígios de bário, cuja deficiência no corpo humano pode causar distúrbios cardíacos, e de vanádio, também essencial para a saúde do coração. 
Desde os tempos imemoriais, os grãos de trigo foram triturados entre duas pedras circulares. Até o advento da mas máquinas a vapor, os moinhos eram acionados à mão: o primeiro a vapor surgiu em 1784, em Londres. Nas pedras dos moinhos, ou mós, o grão todo era reduzido a farinha. No processo entrava também parte da casca, que é o que dá à farinha integral a sua coloração.
O desenvolvimentodos cilindros de ferro, feito por um francês no início do século XIX, acarretou a separação do rolão e do germe. Foi o conde húngaro Szechenyl, em 1840, quem primeiro os usou, em lugar de mós, no seu moinho em Pest. Em 1877, um satisfatório moinho de cilindros de ferro era importado de Viena para a Inglaterra. Em breve eles entrariam em uso no Canadá. O governador Washburn, do Minnesota, ele mesmo um moleiro,  introduziu o processo húngaro em Mineapolis e começou a desvitalizar a farinha americana. Por volta de 1880 o uso do processo era universal.
Do ponto de vista comercial, o moinho de cilindros de ferro tinha três vantagens sobre as velhas mós. Separando a casca e o germe da farinha amilácea, o moleiro obtinha dois produtos para a venda, em vez de um só. A casca e o germe eram vendidos como "farelo", ou forragem animal. A remoção do germe tornava possível manter a farinha em boas condições por um tempo mais longo, o que também aumentava os lucros do moleiro. Por fim, a introdução dos cilindros de ferro permitiu adulterar o trigo com um acréscimo de 6% de água: era isso que impunha a remoção do germe, pois caso contrário a farinha não se conservaria.
No chamado pão branco "enriquecido", do qual estão ausentes as vitaminas e os minerais, resta apenas o amido bruto, cujo valor nutritivo é tão escasso que a maioria das matérias não o come. Nesse insípido pão sintético são arbitrariamente injetadas substâncias químicas que constituem apenas parte do seu complexo vitamínico B e não correspondem às necessidades reais do ser humano por não estarem em proporções equilibradas. Entre as substâncias químicas usadas para "melhorar" a farinha estão o dióxido de cloro, o peróxido de benzoílo, o bromato de potássio, o persulfato de amônio e mesmo a aloxana. O dióxido de cloro destrói o que resta de vitamina E na farinha e faz com que o amido inche, o que para o padeiro é uma dádiva.
Para compor o quadro, outra invenção de um francês, a margarina, destituída das vitaminas A e D, foi introduzida na Inglaterra como um substituto mais barato para a manteiga, ao mesmo tempo que a farinha alvejada. A saúde do país se deteriorou.  Os próximos vilões neste melodrama da vida são açúcar refinado, a glicose e os adoçantes. "





quarta-feira, 28 de novembro de 2012

A EVOLUÇÃO DE CAMBORIÚ

 
Balneário Camboriú, com sua baía ornada por uma muralha de edifícios, já foi a mais brega das praias do litoral catarinense.  
Descolado era ir para um dos inúmeros "paraísos", aquelas praiinhas exclusivas, quase desconhecidas, como Bombas/Bombinhas, do Rosa, Garopaba, Pinheira e as da ilha de Santa Catarina. Só que com o passar dos anos a invasão descontrolada e a especulação imobiliária desfiguraram  quase todas elas, trazendo consigo as pragas da poluição e da destruição das belezas naturais.
Enquanto isso, a "Copacabana do Sul" passou a  atacar os problemas que a assolavam  - entre eles a poluição - e assumiu de forma responsável a sua vocação turística, abrigando também um número cada vez maior de pessoas, especialmente aposentadas, que decidiram morar na cidade, atraídas pelo seu clima agradável,  a infraestrutura e a segurança.   
Na Camboriú de hoje, o trânsito, organizado e sinalizado, permite o tráfego fácil de quem anda de carro - fora da temporada de verão, claro. Uma linha de ônibus circular serve com eficiência a orla. Há dois bons shoppings e um comércio exuberante ao longo da avenida Brasil, paralela à praia. Na avenida Atlântica, à beira-mar,  dezenas de hotéis, restaurantes, bares e sorveterias fazem a alegria de turistas de todo país. Ruas, avenidas e a praia são limpadas diariamente. Guardas municipais e PMs, apoiados por câmeras de segurança, são uma garantia de tranquilidade. Assim,  ninguém tem pressa de ir para casa quando a noite cai. O movimento nas ruas se prolonga até a madrugada, algo cada vez mais raro nas cidades brasileiras assoladas pela violência.


O censo IBGE de 2010 constatou que Balneário Camboriú, emancipado em 1960 de Camboriú, localizado do outro lado da BR 101,  tem pouco mais de 100 mil  moradores. Nos meses de janeiro e fevereiro a população salta para mais de um milhão de pessoas, atingindo a maior  densidade demográfica de Santa Catarina - 2.350 habitantes por quilômetro quadrado. É o segundo menor município do estado.


Um passeio no teleférico é programa obrigatório para quem quer ter uma vista provilegiada das praias do balneário

Uma Copacabana em miniatura, limpa e segura

A barra do rio Camboriú, protegida por um molhe

terça-feira, 6 de novembro de 2012

TRAMANDAÍ PERDE A BRANQUINHA



A Branquinha fechou. Bar, lancheria, restaurante e último reduto dos aposentados de Tramandaí depois do fechamento de outros pontos tradicionais da cidade, a casa está sendo reformada para virar uma loja. Ah, o Bavária também já era. Agora só funciona a pizzaria, no andar de cima.
Daquela barlândia,  que ocupava toda a quadra, só resta a Taberna do Willy.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

sábado, 3 de novembro de 2012

QUOTAS PARA MULHERES

Enquanto no Brasil as quotas para negros nas universidades começam a ser postas em prática, na Europa avança, e pelo jeito sem volta, a criação de um sistema de quotas para as mulheres nas diretorias das empresas. Foi a grande discussão de 2012 na Alemanha, onde só um partido, o Liberal Democrático, minoritário na coalisão do governo, é contra. Os demais partidos discordam apenas entre a criação de quotas flexíveis, com a adesão voluntária das empresas,  na fixação de 30 por cento ou de 40 por cento como o número mínimo de mulheres nos conselhos diretores e fiscais, até 2015. Uma decisão sobre o assunto foi adiada para o início de 2013.
Segundo o Instituto Alemão de Pesquisa Econômica, nos últimos anos o índice de mulheres em posições de chefia está estagnado em 27 por cento. Nos 200 grandes conglomerados econômicos alemães, só 3,2 por cento de mulheres ocupavam cargos de diretoria em 2010. Nos conselhos fiscais o número aumenta um pouco - 10,6 por cento, mas ainda está muito longe das metas mínimas admitidas pelas lideranças dos partidos e dos movimentos sociais do país.
A Noruega foi o primeiro  país europeu a estabelecer quotas para mulheres nos cargos de direção. Quando a decisão foi tomada, em 2003, as previsões eram catastróficas: iam da fuga de investidores estrangeiros à quebra da bolsa de valores e a ruína do país. No começo foi realmene difícil encontrar mulheres para todos os postos, e muitas delas acumulavam cargos em até 10 empresas ao mesmo tempo - eram chamadas de "saias de ouro". Gradualmente a situação foi mudando, e as pesquisas de 2010 indicavam que elas já estava presentes em 35 por cento de todos os cargos de direção. Nas áreas de saúde e educação, metade dos chefes são mulheres. A situação se refletiu também nos cargos mais baixos de gestão.
Depois da Noruega, a França, a Espanha, a Bélgica e a Itália também aprovaram quotas para mulheres. Em todos houve discussões acaloradas, mas a mudança não foi, certamente, a causa dos problemas que alguns desses países estão enfrentando.


fonte: www.magazin-deutshland.de