sábado, 27 de março de 2021

BLACK POWER

 


James Howard Meredith foi o primeiro afro-americano a ser admitido na Universidade do Mississipi, em 1962. Foi notícia em todos os Estados Unidos. Sofreu ameaças, provações, abusos - nos estados do sul do país as leis federais de integração racial ainda eram ignoradas.
Em 1966 Meredith iniciou, sozinho, a Marcha Contra o Medo. Pretendia ir de Memphis, Tenessee, até Jackson, capital do Mississipi, para demonstrar que os defensores da supremacia branca não podiam impedir o registro de eleitores negros.
A marcha, iniciada em 5 de junho de 1966, foi interrompida no dia seguinte, quando ele foi baleado por um homem branco em Hernando, Mississipi, e levado a um hospital de Memphis.
Dias depois a marcha foi retomada no mesmo local em que Meredith tombara, por iniciativa de diversos movimentos pelos direitos civis, liderados pela Southern Christian Leadership Conference, de Martin Luther King Jr., do Congress of Racial Equality e do Student Nonviolent Coordinating Comitee(SNCC), presidido por Stockely Carmichael.
Em Greenwood, Mississipi, homens brancos e policiais da cidade cercaram os manifestantes. Carmichael foi levado à prisão, e ao ser solto discursou para a multidão de mais de mil pessoas. "Esta foi a vigésima vez que fui preso. Não pretendo mais ir à cadeia", disse ele. E pronunciou o novo slogan, que virou símbolo da luta dos negros pela igualdade: "Queremos black power! Queremos black power, e não temos porque nos envergonhar disso".
No encerramento da marcha, que teve outros episódios de agressões dos manifestantes por forças policiais e grupos racistas, houve um grande showmício, com apresentações de artistas famosos como James Brown, Harry Belafonte e Sammy Davis
Júnior.

(do livro James Brown, Sua Vida, Sua Música, de R.J.Smith

sexta-feira, 26 de março de 2021

domingo, 28 de fevereiro de 2021

AGORA É TARDE





Desde o final de 2020 foi aquela gandaia: multidões vindas de todo estado ocuparam o litoral gaúcho (mesmo aqueles que iam a SC e outros lugares) para relaxar e fazer festa.

Nem o governo estadual nem as prefeituras se preocuparam muito - os dados de novembro indicavam queda nas contaminações e hospitalizações. E é no verão que o comércio da região fatura mais.
Bem que os prefeitos poderiam compensar os donos de bares e quiosques para fecharem, digamos, às 11 da noite. E haver mais controle nas concentrações de pessoas. Deu no que deu.
Em março, com os hospitais lotados, à beira de um colapso, medidas rígidas: bloqueio da beira do mar, lojas fechadas, toque de recolher às 20h, lock down no fim de semana. Tarde demais.


Esta avenida à margem do rio, conhecida como Guia corrente, foi o point da moça durante todo verão. Noite pós noite, e principalmente nos fins de semana, milhares de pessoas se aglomeram junto aos bares, restaurantes e quiosques, até amanhecer o dia. Depois que explodiram as contaminações a avenida foi fechada. Nada pode funcionar.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

CÔMOROS

 



Os cômoros ou dunas são formados pela ação do vento e pela ação das ondas.

A altura das ondas definem sua energia, função da velocidade do vento no oceano a grande distância da costa.
Quando a onda chega, ela quebra por falta de profundidade e sua energia ondulatoria se transforma em velocidade longitudinal - correnteza.
Criam -se valas, buracos.
Os cômoros são fundamentais para proteger naturalmente, evitando a invasão do mar a região próxima.
Moacir Muniz da Silva
Engenheiro, especializado em obras marítimas


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

DOIS LADOS DA RESSACA

 




Imbé, RS

segunda-feira, 18 de janeiro de 2021

O EXEMPLO DA MONGÓLIA

Gengis Khan



 Espremida entre a China e a Rússia, com mais de 30 por cento de sua população de 3,7 milhões de habitantes composta de nômades, a Mongólia não é nem sombra do império mongol que sob Gengis Khan (ou Cã), ia da Polônia, ao oeste, até a Coréia, ao leste, da Sibéria, ao norte, até o Vietnã, ao sul.

Guerreiros ferozes, exímios cavaleiros, os mongóis governavam, no século XIII, 100 milhões de pessoas - um quarto da população da terra. A corte mongol nadava em ouro saqueado dos países subjugados. Com a morte de Gengis Khan o império foi dividido em quatro, e aos poucos se enfraqueceu com as disputas pelo poder entre as tribos.
Cublai Khan, neto de Gengis e governante do mais importante dos canatos, acabou transferindo a capital de seu império para Pequim. Fascinado pela cultura chinesa. adotou muitos de seus costumes e crenças, pois, ao contrário dos romanos, que tinham lingua e cultura próprias, os mongóis só sabiam guerrear. Menos de 140 anos depois de seu apogeu o império mongol acabou e seu território original foi tomado pelos chineses.
Desde 1945 é um país independente, mas vive à sombra da Rússia e, nas últimas décadas, da China.
Sempre penso na Mongólia, para onde viajei com Marco Polo no "Livro das Maravilhas", quando vejo o Brasil submetido a governantes que não valorizam a educação, a ciência e
a cultura - e não é apenas o atual. Povo inculto, em grande parte semianalfabeto, é presa fácil para enganadores internos e conquistadores externos.