Nas missas dos sábados e domingos, nos dias santos e de festas religiosas - em especial o dia 12 de Outubro, dedicado a Nossa Senhora - a Basílica sempre lota. Ao contrário do que acontece em estádios de futebol, é uma multidão silenciosa que entra em ordem e vai ocupando os bancos e depois os corredores deste templo de dimensões impressionantes para assistir as missas que se sucedem durante todo o dia. É o maior templo mariano do mundo. Supera o de Guadalupe, no México, o de Lourdes, na França, ou de Fátima, em Portugal.
Aparecida vive em função da Basílica. Praticamente toda a população trabalha em hotéis, bares, restaurantes e lojas dedicadas aos turistas. Mas nada lá é sofisticado. Das dezenas de hotéis da cidade, só três constam do Guia Quatro Rodas, e levam a classificação de simples. A explicação está no perfil dos romeiros. Em geral são pessoas que chegam em excursões, descansam uma noite e voltam para as suas cidades.
Muitas vezes viajam a noite toda, chegam nas primeiras horas da manhã, assistem a uma missa e voltam sem se hospedar em hotéis. O importante é fazer a romaria, pedir proteção e agradecer à santa por graças recebidas. Para eles existe o Centro de Apoio ao Romeiro, com sanitários, fraldários, bares, restaurantes e um ambulatório médico.
A cada ano o número de romeiros aumenta. Em parte isto se deve a um eficiente trabalho de comunicação desenvolvido pelos padres Redentoristas, responsáveis pela administração do Santuário, através de uma rádio (AM, FM e de Ondas Curtas), uma emissora de televisão com programação própria, a TV Aparecida, uma revista mensal e um site, www.A12.com
onde, além de informações sobre as atividades do santuário, há serviços de atendimento religioso virtual.
A cada ano, são sete milhões de romeiros. O Santuário de Nossa Senhora Aparecida é a Meca dos católicos brasileiros.

Uma passarela de 389 metros liga a parte alta da cidade à Basílica. Muitos romeiros fazem o percurso de joelhos.
No alto da torre, de altura equivalente a um edifício de 36 andares, há um mirante de onde se vê o vale do Paraíba.


Esta pequena imagem, de 40 cm de altura, encontrada por pescadores em 1717 no rio Paraíba, é objeto de devoção dos peregrinos na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, situada a 166 quilômetros de São Paulo e a 240 do Rio de Janeiro. Em 1978 foi atacada e estilhaçada. Seus quase 200 fragmentos foram reconstituídos no Museu de Arte de São Paulo, dirigido à época por Pietro Maria Bardi. Para evitar novos atentados, passou a ser protegida por uma grossa parede de vidro à prova de balas.
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