sexta-feira, 29 de novembro de 2024

ISABEL LOBATO, ARTISTA E PROFESSORA

 Isabel não havia terminado o curso de história na PUC/RS quando conheceu, nas férias, o Arraial da Ajuda, em Porto Seguro, Bahia, a convite da sua irmã Lais. Logo depois de chegar foi contaminada pela síndrome de Ajuda, uma doença incurável que só faz bem. Se apaixonou pelo lugarejo, e também pelo Guili, um argentino que vivia lá.

Depois das férias, já formada, voltou, e, como tantos outros brasileiros, argentinos e europeus, nunca mais encontrou um lugar onde se sentisse tão feliz.
Passou a vender cangas que produzia em seu atelier para sobreviver, até que a gravidez e o nascimento do filho Rodrigo lhe deram a real: precisava de um emprego, um salário fixo. Fez concursos na rede escolar municipal e estadual e iniciou a carreira de professora.
Ensinou história do Brasil, da Bahia, do Arraial. Muitas vezes ouvi de seus ex-alunos: "foi a melhor professora que já tive."
Agora a minha amiga e cunhada Isabel Orsini Lobato está se aposentando. Foram 25 anos de dedicação, retribuída pelo carinho e o respeito de seus alunos.
Valeu!
Parabéns!
Fotos:
1. Isabel em seu estúdio, antes de iniciar a carreira de professora.
2. Homenageada pelo seus alunos na despedida.




domingo, 24 de novembro de 2024

CHE, UM MITO NO LIXO

 


Numa rua de Porto Alegre, este velho pôster de Che Guevara esperava o momento de ser levado para sua última morada.



sexta-feira, 15 de novembro de 2024

À SOMBRA DAS ÁRVORES

 


Alameda, Imbé-/RS



terça-feira, 5 de novembro de 2024

AROUND MIDNIGHT

 


terça-feira, 8 de outubro de 2024

OS PASSEIOS DO LORD

 


Durante 17 anos meu dia começava sempre lá pelas oito horas, quando o Lord, que dormia ao meu lado, ficava de pé na sua caminha e me arranhava o braço até eu acordar. Era a hora do seu passeio - pelo menos uma quadra, às vezes duas. Cheirar, fazer xixi e cocô, encontrar cuscos conhecidos ou não.
Há cinco anos ele se foi. Acho que sua vida conosco foi muito boa.
Foto do google maps, captada por satélite, num desses passeios matinais


terça-feira, 1 de outubro de 2024

MARESIA TÓXICA

 



Uma das boas coisas da beira da praia é encher os pulmões de ar puro, salgado. Mas desde que a fumaça das queimadas tomou conta de quase todo país, a maresia do litoral ficou misturada ao óxido de carbono e outras substâncias que compõe as cinzas.
Além da sujeira - os pisos, os móveis, as paredes das casas ficam escuros - o ar enfumaçado prejudica as plantas e desestimula uma simples caminhada. 

A saudável maresia se tornou tóxica.



sábado, 21 de setembro de 2024

PARABÓLICAS, ADEUS



Antenas parabólicas na paisagem de um lugarejo próximo a Caraíva, na Bahia


Até 1986, quando as antenas parabólicas começaram a ser vendidas, os moradores das pequenas cidades ou dos vilarejos do interior do Brasil não tinham televisão.  A única forma de se manterem informados era o rádio de ondas médias ou curtas. Os bares, hotéis e pousadas foram os primeiros a instalá-las, e se tornou um hábito ver as notícias, as novelas e os jogos de futebol bebendo uma cervejinha no bar mais próximo. Em alguns vilarejos, como a Praia da Pipa, no Rio Grande do Norte,  as prefeituras colocavam aparelhos de tevê na praça, onde os moradores viam novelas da Globo e o Jornal Nacional. Depois o aparelho era desligado e a caixa de madeira onde ficava protegido fechada. 

Aos poucos as antenas que permitiam ver a programação das redes de televisão se tornaram parte da paisagem dos mais remotos rincões do pais. Foi um avanço importantíssimo: com um custo relativamente baixo, passou a ser possível  se conectar com o que estava acontecendo no mundo e  ver os programas, as novelas e os jogos sem sair de casa.

Neste ano, acaba a era das parabólicas. Em dezembro o sinal analógico será desligado. A tecnologia 5 G precisa do espaço, assim como o das emissoras de rádio AM, que migraram para a FM. As velhas antenas terão que ser substituídas pelas digitais e se tornarão sucata.