Imbé
segunda-feira, 18 de janeiro de 2016
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
PORTO ALEGRE NÃO MERECE ESTA RODOVIÁRIA
Projetada e construída pelo Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer), a Estação Rodoviária de Porto Alegre, inaugurada em 28 de junho de 1970, é prima-irmã do Muro da Mauá e do complexo viário da Conceição, monstrengos de concreto que mudaram - para pior - o Centro Histórico de Porto Alegre.
Sua concepção, fruto da mentalidade da época, demonstra a preocupação com o gigantismo (era o tempo do Brasil Grande, do Grande Rio Grande), mas pouca preocupação com o conforto dos usuários: apesar de estar localizada numa cidade sujeita a longos períodos de frio, vento e chuva, ela é toda aberta, como se estivesse num país de clima tropical.
Os engenheiros do Daer também não se preocuparam com espaços para embarque e desembarque dos passageiros e estacionamento gratuito para quem chega de carro.
A prefeitura também não ajuda em nada: a sinalização das ruas e avenidas de acesso praticamente não existe, e desde que começou a obra de duplicação da avenida Voluntários da Pátria, semi-paralisada há meses, é preciso dar voltas para achar o caminho da rodoviária.
O entorno é feio, e sair a pé é perigoso - na passarela de pedestres usada para atravessar a rua da Conceição, ladrões se misturam aos vendedores de bugigangas para roubar, especialmente, os recém-chegados do interior.
À noite, a região é território de assaltantes, traficantes de drogas e viciados. Apesar de estar a 500 metros da Secretaria da Segurança, não há policiamento.
Um cartão postal às avessas para quem chega pela primeira vez à "capital dos gaúchos".
Sua forma circular, além causar confusão nos passageiros, também dificulta a circulação dos ônibus, especialmente em dias de horários de maior movimento, pois os que estão manobrando para sair dos boxes impedem a passagem dos que estão nas pistas.
Na pressa de embarcar, estas pessoas preferem se arriscar atravessando a pista dos ônibus a dar a volta até o box. Não há divisórias, sinalização nem controle.
Nestes 45 anos de concessão, sempre renovada sem licitação, a empresa que administra a rodoviária fez algumas melhorias, especialmente no setor de venda de passagens, mas as velhas lâmpadas fluorescentes e as caixinhas que indicam o número do box, de difícil visualização, continuam lá, para comprovar como ela é antiquada.
Quem precisa fazer uma refeição só encontra lancherias com acomodações precárias e cardápios à base de salgadinhos, pastéis e a la minutas. A única churrascaria que funcionava na estação foi fechada, depois de varias interdições por falta de higiene.
Os banheiros, mesmo os pagos, dão nojo.
Porto Alegre merece uma rodoviária melhor.
Muito melhor.
Sua concepção, fruto da mentalidade da época, demonstra a preocupação com o gigantismo (era o tempo do Brasil Grande, do Grande Rio Grande), mas pouca preocupação com o conforto dos usuários: apesar de estar localizada numa cidade sujeita a longos períodos de frio, vento e chuva, ela é toda aberta, como se estivesse num país de clima tropical.
Os engenheiros do Daer também não se preocuparam com espaços para embarque e desembarque dos passageiros e estacionamento gratuito para quem chega de carro.
A prefeitura também não ajuda em nada: a sinalização das ruas e avenidas de acesso praticamente não existe, e desde que começou a obra de duplicação da avenida Voluntários da Pátria, semi-paralisada há meses, é preciso dar voltas para achar o caminho da rodoviária.
O entorno é feio, e sair a pé é perigoso - na passarela de pedestres usada para atravessar a rua da Conceição, ladrões se misturam aos vendedores de bugigangas para roubar, especialmente, os recém-chegados do interior.
À noite, a região é território de assaltantes, traficantes de drogas e viciados. Apesar de estar a 500 metros da Secretaria da Segurança, não há policiamento.
Um cartão postal às avessas para quem chega pela primeira vez à "capital dos gaúchos".
Sua forma circular, além causar confusão nos passageiros, também dificulta a circulação dos ônibus, especialmente em dias de horários de maior movimento, pois os que estão manobrando para sair dos boxes impedem a passagem dos que estão nas pistas.
Os ônibus circulam pela parte interna da estação, com boxes de embarque e desembarque dos dois lados
Na pressa de embarcar, estas pessoas preferem se arriscar atravessando a pista dos ônibus a dar a volta até o box. Não há divisórias, sinalização nem controle.
A espera do embarque tem pouco espaço e bancos de madeira insuficientes. A maioria espera em pé, mesmo. Em dias de chuva e vento, o desconforto é ainda maior.
Nestes 45 anos de concessão, sempre renovada sem licitação, a empresa que administra a rodoviária fez algumas melhorias, especialmente no setor de venda de passagens, mas as velhas lâmpadas fluorescentes e as caixinhas que indicam o número do box, de difícil visualização, continuam lá, para comprovar como ela é antiquada.
Quem precisa fazer uma refeição só encontra lancherias com acomodações precárias e cardápios à base de salgadinhos, pastéis e a la minutas. A única churrascaria que funcionava na estação foi fechada, depois de varias interdições por falta de higiene.
Os banheiros, mesmo os pagos, dão nojo.
Porto Alegre merece uma rodoviária melhor.
Muito melhor.
sexta-feira, 25 de dezembro de 2015
NÃO ESQUEÇAM DE MIM!
É só ver uma movimentação para viagem e o Lord pula para dentro da mochila.
Será que ele tem medo de ser esquecido?
quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
LOUCURA NÃO É MOTIVO DE ORGULHO
Edvard Munch, O Grito
A geração que foi jovem nos anos 60 e 70 - a minha - ficou marcada por filmes, reportagens e livros que retratavam os tratamentos cruéis a que eram submetidos os doentes mentais, confinados em manicômios.
No filme italiano "Este Mundo é dos Loucos", dirigido por Phillippe de Broca, de 1966, a população de uma pequena cidade foge quando o exército alemão se aproxima, na primeira Guerra Mundial, e os loucos do manicômio local aproveitam para sair e ocupar os prédios desertos. Mas a festa dura pouco: logo chegam as tropas de normais em guerra, e eles acabam voltando e fechando o portão que os separa do mundo exterior.
Em "Um Estranho no Ninho", filme de 1975 dirigido por Milos Forman, um prisioneiro - o ator Jack Nicholson - se faz de maluco para sair da cadeia e não precisar trabalhar, e é mandado para um hospital psiquiátrico. Lá ele lidera uma rebelião dos internos contra as normas rígidas do lugar, mas acaba se dando mal. O drama é uma oportunidade para denunciar terapias desumanas como os choques elétricos e a lobotomia.
Machado de Assis, no conto "O Alienista", usa toda sua ironia na história de um médico para quem todos os moradores da cidade - exceto ele, é claro - eram loucos e tinham que ser internados numa casa que ele mandara construir para isso.
Em 1974, para fazer uma reportagem, o repórter Sérgio Caparelli foi internado no hospital Psiquiátrico São Pedro, em Porto Alegre, como se tivesse tido um surto psicótico, e escreveu uma chocante série de relatos no jornal Folha da Manhã sobre a rotina de violência e humilhações dos cinco mil internos.
A mudança na forma de encarar os doentes mentais pelo poder público coincidiu com a redemocratização do país, no final dos anos 80. Associações de médicos, militantes de Organizações Não-Governamentais e políticos de partidos de esquerda se engajaram na luta anti-manicomial, com o objetivo de tirar os doentes mentais dos hospitais psiquiátricos.
O problema é que não basta jogá-los na rua. É preciso criar alternativas de acompanhamento para que não fiquem à própria sorte, pois muitos não contam nem mesmo com famílias dispostas a cuidar deles.
Há alguns anos, dezenas de internos que ainda moravam no hospital São Pedro foram liberados. Alguns foram acolhidos por instituições de caridade, mas a maioria morreu de fome, de frio ou de doenças. Outros tantos ainda vagam pelas ruas, catando restos de comida, dormindo debaixo de marquises.
Hoje em dia, são raros os casos de internação por longos períodos. Novos medicamentos, mais eficazes e com menores efeitos colaterais, foram incorporados ao tratamento de doentes mentais, permitindo que a maioria deles possa ter uma vida relativamente normal, desde que aceitem tomar diariamente os remédios prescritos pelos médicos. Mas ainda há muito, muito mesmo, a fazer, especialmente por aqueles que não contam com pais, parentes ou amigos com vontade ou condições econômicas de pagar terapias com psiquiatras e, quando entram em surto, internações em clínicas.
Há preconceito, medo e muita rejeição aos "loucos". Ter um irmão, um filho, um pai ou uma mãe esquizofrênico, bi-polar ou psicopata, sujeito a mudanças de humor, agressividade e todo tipo de mania, como esbanjar dinheiro ou não tomar banho, é uma causa de traumas. Doentes sem cura, eles destroem as relações familiares.
A rede de saúde pública mal dá conta dos portadores de doenças físicas, que dirá para os doentes mentais. Se um esquizofrênico tem uma faringite e é levado para um posto de saúde, tem que se submeter ao mesmo ritual burocrático dos demais. E se, impaciente, reclamar da demora, corre o risco de acabar numa delegacia de Polícia por perturbar a ordem. Há os CAPS - Centros de Atendimento Psico-Social, mas eles estão longe de ter condições de acolher doentes e apoiar seus familiares.
A inclusão da Parada do Orgulho Louco de Alegrete no calendário de eventos oficiais do Rio Grande do Sul pode ser mais uma etapa na luta pela humanização do tratamento da doença mental, mas há um risco: de que proliferem por aí "paradas" caricatas, protagonizadas por pessoas interessadas em sua promoção pessoal e/ou com objetivos políticos, mesmo que as intenções dos organizadores sejam as melhores.
Por isso, o governo do Estado poderia ir além: instituir um dia de defesa do doente mental, dedicado à discussão de medidas concretas para melhorar as suas condições de vida.
Loucura não é motivo de orgulho.
É um assunto muito sério para ser levado na brincadeira.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
AMARGO RIO DOCE
Carlos Drummond de Andrade publicou em 1984 este poema profético:
LIRA ITABIRANA
O Rio? É doce.
A Vale? Amarga.
Ai, antes fosse
Mais leve a carga.
Entre estatais
E multinacionais,
Quantos ais!
A dívida interna.
A dívida externa
A dívida eterna.
Quantas toneladas exportamos
De ferro?
Quantas lágrimas disfarçamos
Sem berro?
A mesma indignação que os brasileiros sentem hoje, ao constatar que as mineradoras, década após década, exploram o subsolo de Minas Gerais e outras regiões do país preocupadas unicamente com os seus lucros, mesmo que isto possa causar "acidentes" como o de Mariana, senti ao visitar Potosi, na Bolívia, em 1972.O relato está no blog
http://umabandapelosandes.blogspot.com.br
Lágrimas de Prata
"En Potosi solo tenemos dos estaciones: el invierno y la estación del tren..."
É com esta frase, seguida de uma gargalhada, que os moradores da cidade costumam descrever o seu clima. Apesar de estar situada na mesma latitude de Belo Horizonte, em Potosi os termômetros raramente marcam mais de 20 graus, mesmo no auge do verão, por ser uma das mais altas cidades do mundo – fica 4 mil metros acima do nível do mar.
Ao chegar lá, eu já havia me acostumado com o ar rarefeito do altiplano. Meu choque foi outro: ver de perto um dos mais emblemáticos exemplos da rapina de um país cujas riquezas foram saqueadas enquanto quase toda a população, de absoluta maioria indígena, permaneceu, século após século, na extrema pobreza.
Fomos contratados para nos apresentar durante as tardes, nos intervalos entre uma e outra sessão do cinema local. O dono do cinema nos cedeu um quarto ao lado da sala de projeção para dormirmos. Enquanto os filmes rodavam, aproveitávamos para conhecer a cidade que, entre os séculos 16 e 18, contribuiu para sustentar o império colonial espanhol e a renascença européia. Calcula-se que, apenas do Cerro Rico, morro que se sobressai na paisagem da cidade, foram retiradas 56.000 toneladas de prata, suficientes para ligar Potosi a Madri. As mineradoras continuaram em atividade até 1985,quando as minas, exauridas, foram praticamente abandonadas, deixando a maioria dos seus 120 mil habitantes da cidade sem trabalho.

A primeira impressão que se tem do Cerro Rico é de um imenso queijo cheio de buracos, de cor avermelhada, pois nada cresce nas encostas. Visitar suas minas é um passeio obrigatório. Ver o que restou delas, e o contraste entre o quanto foi retirado e a miséria do entorno, dá vontade de chorar.
Apesar de seu aspecto desolador, o cerro ainda provoca cobiça: com as modernas técnicas de mineração, é economicamente viável extrair a prata remanescente nas suas rochas, moídas por máquinas de grande capacidade de produção. Ao fim do trabalho, nada mais restaria desse monumento ao colonialismo selvagem. Numa recente pesquisa de opinião promovida pelo governo sobre esta possibilidade, a população manifestou uma opinião unânime: prefere deixar o cerro como está, pois nada teria a ganhar com a sua exploração.
O centro histórico também tem corrido riscos. Seus prédios coloniais, quase todos em mau estado, ainda dão uma boa ideia do antigo esplendor do período colonial , quando era uma das cidades mais importantes e populosas do mundo. Considerada patrimônio histórico mundial pela Unesco, Potosi tem resistido às tentativas de governos e grupos econômicos interessados em demolir a área urbana para explorar o seu sub-solo, onde ainda há minerais valiosos.
Um dos poucos prédios preservados do Centro Histórico, o museu onde funcionava a Casa da Moeda, é outro símbolo do barbarismo espanhol. Era ali que a prata das minas era transformada em lingotes e moedas para abastecerem o império.
Os indígenas eram usados como tração animal para movimentar as máquinas. Empurravam alavancas andando em círculos, como os bois nas antigas moendas. Quando desfaleciam, eram retirados e substituídos. Sulcos circulares nas pedras onde pisavam ficaram como marcas de tantos anos de trabalho.
Nas minas, as jornadas se estendiam do amanhecer até a noite. Sem ver a luz do sol, mal alimentados e respirando ar rarefeito e contaminado, morriam em poucos meses. Em 1638, o frei Antonio de la Calancha escreveu que cada moeda de um peso custava a vida de 10 índios.
Nas ruas de Potosi, conversando com os descendentes destes quíchuas, concluí que a vida deles não melhorou muito de lá para cá. Mascam folhas de coca o dia todo para "quitar el hambre", bebem álcool puro para aliviar o frio depois deixá-lo queimar um pouco baixar o teor alcoólico e vagam pelas montanhas, sós ou em grupos, em busca de algumas gramas de prata que tenham escapado de cinco séculos de pilhagem.
sábado, 14 de novembro de 2015
WALL PAPER
Área de preservação da foz do rio Araranguá em Morro dos Conventos, Santa Catarina
Lagoas do Litoral Norte do RS
domingo, 1 de novembro de 2015
VAIDADE, TUDO É VAIDADE
Atire a primeira pedra quem não tiver vaidade.
Eu, você, todos temos. É saudável, necessário. É por isso que nos vestimos bem, nos perfumamos, estudamos e trabalhamos muito, queremos nos destacar em alguma coisa - ciência, negócios, arte.
Mas quando a vaidade ultrapassa os limites do bom senso, o efeito é o contrário. Nos achamos superiores aos comuns mortais. Nos tornamos ególatras, perdemos o senso crítico. Acabamos nos afastando dos amigos, mas aceitamos, faceiros, os elogios dos bajuladores.
Salomão, filho de Davi, rei dos judeus, teve uma vida de luxo e poder.
Já no fim da vida, chegou à conclusão de tudo nesta vida é vaidade.
Está no Eclesiastes.
**********
Palavras do pregador, filho de Davi, rei em Jerusalém.
Vaidade de vaidades, diz o pregador, vaidade de vaidades! Tudo é vaidade.
Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, que faz debaixo do sol?
Uma geração vai, e outra geração vem; mas a terra para sempre permanece.
Nasce o sol, e o sol se põe, e apressa-se e volta ao seu lugar de onde nasceu.
O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos.
Todos os rios vão para o mar, e contudo o mar não se enche; ao lugar para onde os rios vão, para ali tornam eles a correr.
Todas as coisas são trabalhosas; o homem não o pode exprimir; os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos se enchem de ouvir.
O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.
Há alguma coisa de que se possa dizer: Vê, isto é novo? Já foi nos séculos passados, que foram antes de nós.
Já não há lembrança das coisas que precederam, e das coisas que hão de ser também delas não haverá lembrança, entre os que hão de vir depois.
Eu, o pregador, fui rei sobre Israel em Jerusalém.
E apliquei o meu coração a esquadrinhar, e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu; esta enfadonha ocupação deu Deus aos filhos dos homens, para nela os exercitar.
Atentei para todas as obras que se fazem debaixo do sol, e eis que tudo era vaidade e aflição de espírito.
Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular.
Falei eu com o meu coração, dizendo: Eis que eu me engrandeci, e sobrepujei em sabedoria a todos os que houve antes de mim em Jerusalém; e o meu coração contemplou abundantemente a sabedoria e o conhecimento.
E apliquei o meu coração a conhecer a sabedoria e a conhecer os desvarios e as loucuras, e vim a saber que também isto era aflição de espírito.
Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor.
Eclesiastes 1:1-18
As 10 Vaidades, Segundo Salomão
1. A vaidade da sabedoria: "No futuro, todos nós seremos esquecidos. Todos morreremos, tantos os sábios como os tolos" (2:15 e 16).
2. A vaidade do trabalho: "A gente trabalha... para conseguir alguma coisa e depois tem que deixar tudo para alguém que não fez nada para merecer aquilo" (2:19-21)
3. A vaidade dos objetivos humanos: "Deus faz que os maus trabalhem, economizem e ajuntem a fim de que a riqueza deles seja dada às pessoas de que Ele gosta mais" (2:26).
4. Vaidade do sucesso: "Também descobri por que as pessoas se esforçam tanto para ter sucesso no trabalho: é porque elas querem ser mais do que os outros" (4:4).
5. A vaidade da avareza: "Descobri que na vida existe mais uma coisa que não vale a pena: é o homem viver sozinho, sem amigos, sem filhos, sem irmãos, sempre trabalhando e nunca satisfeito com a riqueza que tem" (4:7 e 8).
6. A vaidade da fama: "O número de pessoas que um rei governa é muito grande; no entanto, quando deixa de ser rei, ninguém é agradecido pelo que ele fez" (4:16).
7. A vaidade das riquezas: "Quem ama o dinheiro nunca ficará satisfeito; quem tem a ambição de ficar rico nunca terá tudo o que quer". (5:10).
8. A vaidade da cobiça: "É muito melhor ficar satisfeito com o que se tem do que estar sempre querendo mais." (6:9).
9. A vaidade da frivolidade: "A risada dos tolos é como os estalos de espinhos no fogo - não quer dizer nada" (7:6).
10. A vaidade dos elogios: "Eu vi o enterro de pessoas más. Na volta do cemitério, notei que eram elogiadas, e isso na mesma cidade onde haviam feito mal" (8: 10).
Todas as citações são da versão A Bíblia na Linguagem de Hoje. Os números entre parêntesis, indicam o capítulo e o versículo de Eclesiastes.
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