Navegar é sempre uma aventura, mesmo que o barco se afaste apenas dois quilômetros da costa para voltar depois de uma hora. Os barcos de passeio até a Ilha dos Lobos, em frente à cidade de Torres, saem da beira do rio Mampituba, divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. sábado, 21 de março de 2009
A ILHA DOS LOBOS
Navegar é sempre uma aventura, mesmo que o barco se afaste apenas dois quilômetros da costa para voltar depois de uma hora. Os barcos de passeio até a Ilha dos Lobos, em frente à cidade de Torres, saem da beira do rio Mampituba, divisa dos estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A ILHA DOS LOBOS
ILHA DOS LOBOS, TORRES/RS


A Ilha dos Lobos é um conglomerado de pedras de 17 mil metros quadrados que emerge na maré baixa e na alta mal pode ser vista. Ela é importante por ser a única área de descanso e reprodução dos lobos e leões marinhos em todo litoral do Rio Grande do Sul. É proibido pescar e surfar junto à ilha, mas por ficar a apenas dois quilômetros da costa, o Ibama e os moradores têm que estar sempre atentos para as atividades ilegais dos barcos pesqueiros.
(clique sobre as fotos para ampliá-las)
domingo, 15 de março de 2009
O FURACÃO CATARINA

Os plantões dos sábados no jornal Zero Hora costumam ser monótonos. A edição de domingo fica pronta na madrugada, e trabalho dos plantonistas que chegam a partir das sete horas é revisar as páginas e atualizá-las com os fatos ocorridos de manhã e no início da tarde.
Mal-dormidos pela jornada dupla de sexta-feira/sábado ou - ninguém é de ferro - pelas baladas, os repórteres e editores, movidos a café, rezam para que nada de extraordinário aconteça e eles possam voltar para casa sem sobressaltos.
O plantão do dia 27 de março de 2004 foi uma exceção. Desde cedo a editoria Geral tinha a informação de que um furacão se aproximava da costa do sul do Brasil. O site da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), a autoridade norte-americana para monitoramento de ciclones baseada na Flórida, mostrava imagens de nuvens em movimentos circulares sobre o oceano, e advertia que se tratava de um furacão. Pior: ele se aproximava da costa e em questão de horas atingiria o litoral, na área entre o sul de Santa Catarina e o norte do Rio Grande do Sul.
Procuramos a orientação da Central de Meteorologia da empresa. O meteorologista de plantão garantiu: " isto é loucura dos americanos, pois furacões não ocorrem por aqui. Se trata de um ciclone extra-tropical, que, como sempre ocorre, se afastará para alto mar. Não se preocupem."
O problema é que a cada vez que consultávamos o site da NOAA, com imagens em tempo real, as nuvens estavam mais próximas da costa.
Como nosso meteorologista, que se tornou conhecido pela sua teomania ("amanhã vou conseguir chuvas fartas para a região noroeste, castigada pela estiagem)" e o gosto pelas previsões fictícias ("daqui a sete dias, lá pelas duas e meia da tarde, vai cair uma chuvinha fina na região metropolitana") estava irredutível, o jornal foi para as ruas com uma matéria morna, onde a chegada do ciclone era apenas uma possibilidade avalizada pelos especialistas norte-americanos. Nada de alertar/alarmar a população ou mobilizar os órgãos de defesa civil.
Por precaução, um repórter e um fotógrafo foram mandados para Torres, divisa com Santa Catarina. "Se nada acontecer, vocês poderão curtir o fim de semana no melhor hotel da cidade", brinquei, na hora da saída.
Rodada a edição, fui para a minha casa da praia. Ao anoitecer, olhei para o céu e o que vi confirmou os meus temores de que os gringos estavam certos: as nuvens vinham do mar, faziam um movimento circular e voltavam, como nas imagens que eu vira no site.
Poucas horas depois, o hotel onde a equipe do jornal se hospedara, situado junto à praia, teve quase todos os seus vidros quebrados pela força dos ventos. Os hóspedes passaram a noite abrigados numa sala do andar térreo. O litoral sul de Santa Catarina foi varrido por ventos de até 150 quilômetros por hora. Ondas de 5 metros causaram o naufrágio de dois barcos de pesca, no Farol de Santa Marta, em Laguna, e outra em Itajaí. Vinte mil residências foram destruídas nas cidades litorâneas. A BR-101 ficou interditada.
O ciclone extra-tropical - ou furacão - ganhou o nome de Catarina. Mas bem que poderia se chamar ... Cléo.
segunda-feira, 9 de março de 2009
BARCELONA!
As Ramblas, onde todo o dia é domingo
Esta é uma das poucas cidades onde o advérbio não tem vez. Aqui ninguém diz "Barcelona é linda, mas...". Não.
É diferente do contrário do Rio de Janeiro, que é linda ...mas tem a violência cada vez mais assustadora. Londres é fantástica, dizem moradores e turistas, "mas o clima é horrível".
É diferente do contrário do Rio de Janeiro, que é linda ...mas tem a violência cada vez mais assustadora. Londres é fantástica, dizem moradores e turistas, "mas o clima é horrível".
A capital da Catalunha passa ao largo dos advérbios mas, contudo, todavia, entretanto. É privilegiada pela natureza, pelo clima. Tem uma história riquíssima (foi macedônia, grega, romana), cultura e língua próprias, gastronomia deliciosa, um povo ao mesmo tempo acolhedor com os estrangeiros e orgulhoso de sua relativa independência do reino espanhol..
Passei em Barcelona apenas uma semana, a trabalho. Pouco, muito pouco para saboreá-la. Mas (e aqui cabe o advérbio) o suficiente para ... bem, para ficar louco de vontade de voltar.
Passei em Barcelona apenas uma semana, a trabalho. Pouco, muito pouco para saboreá-la. Mas (e aqui cabe o advérbio) o suficiente para ... bem, para ficar louco de vontade de voltar.



A torre da esquerda é o hotel Arts. Localizado em frente à marina e à praia mais próxima ao centro da cidade, o Arts é o máximo em conforto, sem que isto signifique ostentação. Nos quartos há frutas frescas sobre a mesa e um home theater com caixas de som até no banheiro . A fachada do hotel é decorada por uma enorme baleia de cobre.





São Pedro contempla Barcelona do alto do morro Dibidabo, em frente à igreja do Coração de Jesus. Junto à igreja há um parque com um mirante de onde se vê toda a cidade. Dibidabo - eu lhe darei, em latim - se refere ao episódio bíblico narrado por Mateus (4:9) em que o demônio leva Jesus ao alto de um monte e lhe oferece todos os reinos do mundo em troca da sua submissão.


Em Barcelona, o passado convive com o presente. O bairro gótico é uma cidade medieval dentro de uma metrópole moderna.
MONTSERRAT



Os picos rochosos da serra de Montserrat vigiam a Catalunha. Lá no alto, a 1236 metros de altitude, o mosteiro beneditino de Montserrat um ponto de peregrinação desde o ano de 880, quando começou sua construção. A 48 quilômetros de Barcelona, visitar o mosteiro e curtir a paisagem da serra é um dos tantos passeios obrigatórios de quem visita a cidade.
Cristóvão Colombo aponta para o novo mundo, no alto do monumento que domina o porto. Abaixo da estátua há um mirante de onde se avista toda a cidade.

Assinar:
Postagens (Atom)











