sexta-feira, 17 de agosto de 2018

ALEMÃO (E JAPONÊS) É TUDO IGUAL...


Durante algum tempo, depois que eu fui trabalhar no jornal Zero Hora, o presidente da empresa, Nelson Sirotsky,  me cumprimentava dizendo "oi, Hélvio".  Achava que eu era o editor Hélvio Schneider, que já trabalhava lá há alguns anos.  Temos a mesma idade,  mais ou menos a mesma altura,  e na época os dois éramos magros.  Acabou notando as diferenças entre nós, talvez por ter nos visto juntos.
Quando ando na rua, é comum me abanarem alegremente me chamando pelos mais variados nomes. Não faço ideia de quem seja, mas sempre sorrio e abano de volta, como se conhecesse. Fazer o que?
Às vezes, quando conheço alguém, vem a pergunta, como no caso da dona de uma geriatria de Mariluz:  "mas você não é o Odacir, lá de Bento?" 
Mesmo explicando que só estive em Bento Gonçalves uma vez na vida, a pessoa custa a acreditar. "Mas é igualzinho ao Odacir, um gringo lá da ferragem". 
Cheguei à conclusão de que alemão (e gringo) é tudo igual. Como japonês. Levo na esportiva. 
Só me incomodei um dia que uma senhora, dona de um mercado onde fui fazer compras, me cobrou uma dívida. "Pô, Sérgio, tu ficou de vir pagar em seguida e nunca mais!", vociferou. Mostrei a carteira de identidade, mas mesmo assim ela continuou desconfiada de que eu era o Sérgio, o sem vergonha que deixou uma conta pendurada e sumiu do mapa...



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