terça-feira, 22 de agosto de 2017

IGREJA DAS DORES

JOIA RARA DE PORTO ALEGRE






Fevereiro de 1807. Dom João VI ainda não havia chegado, com a corte, ao Rio de Janeiro, fugindo da invasão de Portugal pelas tropas de Napoleão. Porto Alegre era uma pequena cidade perdida nos confins do Brasil-colônia quando devotos de Nossa Senhora das Dores que frequentavam a igreja matriz, onde mais tarde foi construída a Catedral Metropolitana, lançaram a pedra fundamental da igreja, num terreno que ia da rua da Praia até a rua do Cotovelo, atual Riachuelo. 


A construção demorou quase cem anos, e a demora estimulou a difusão de uma lenda urbana: a de que um escravo, cedido pelo seu proprietário para trabalhar como pedreiro na construção, foi executado sob a acusação de furto. 
O pelourinho, onde os escravos era castigados, ficava em frente à obra, e ele teria rogado uma praga ao seu senhor, Domingos José Lopes:  ele morreria sem ver as torres concluídas. Se a história é verdadeira não se sabe, mas a igreja, com as torres, só foi inaugurada em 1907, décadas depois da morte de Domingos.


Na fachada, estátuas que representam a fé, a esperança e a caridade



                                  A porta principal



O interior da igreja chega a ser suntuoso, com muito dourado nos altares laterais. Desde 1938, quando foi declarada Patrimônio Histórico Nacional, foram feitas sucessivas restaurações. 
O trabalho continua até hoje, para manter as características originais da obra








Os devotos de N.S. das Dores cultuam as sete dores de Maria


  Os nichos laterais, trabalhados em dourado  



  O teto, completamente restaurado



 O púlpito entalhado......



 e os bancos, em madeiras nobres



A nave e o coro. 
Por sua excelente acústica, a igreja é solicitada para apresentações e gravações de corais e orquestras



 

A igreja de N.S.das Dores é uma das preferidas para casamentos.  A lista de espera é de mais de seis meses. 
Todas as noivas querem descer esta escadaria...




A mais antiga igreja de Porto Alegre é um monumento arquitetônico único no Rio Grande do Sul. 
Belíssima, preservada, ela é uma viagem de 200 anos na história. 
É uma visita obrigatória para moradores e turistas, numa cidade que conserva tão pouco do seu passado. 







  

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