segunda-feira, 14 de agosto de 2023

GRAMADO, EUROPA SEM PASSAPORTE




Esta seria apenas mais uma simpática cidade do interior gaúcho se um grupo de empresários e administradores públicos não tivesse buscado, com persistência, torná-la um polo turístico. Com o slogan "Europa Sem Passaporte", adequaram a arquitetura do centro da cidade para  torná-lo parecido com uma cidade bávara. Com a altitude de 830 m, o frio do inverno se tornou outro atrativo para aqueles brasileiros que não têm condições de ir até a Europa "de verdade".
Deu certo. Com o tempo os hotéis e restaurantes foram se multiplicando para atender um fluxo cada vez maior de turistas. 
Atualmente Gramado e suas vizinhas Canela e Nova Petrópolis  têm atrações para todos os gostos, o ano inteiro. Quando o inverno está acabando tem o Festival Internacional de Cinema. Pouco tempo depois começa o movimento do Natal Luz, que vai até a metade do verão. Na sequência, a páscoa,  movimentando a próspera indústria de chocolates. 
Neve, que é bom, é raríssima. Mas os 650 mil visitantes (3,2 milhões nos primeiros cinco meses de 2023) que chegam todos os meses à cidade e os sorrisos estampados em seus rostos são a prova de que neve não é o mais importante. 


                                Vale do Quilombo
 


Parque do Caracol, com a cascata de 131 metros de altura


Lago Joaquina Rita Bier



Igreja de São Pedro



Casa do Colono



                                   Lago Negro



                               Rua coberta




sábado, 29 de julho de 2023

BORBOLETAS E FLORES

 




sábado, 17 de junho de 2023

DEPOIS DA TEMPESTADE

 


Fim da tarde de sábado, praia de Imbé/RS.

Foram 24 horas de ventos de até 100 km por hora e chuva muito forte, concentrada no litoral norte.

Cidades como Caraá e Maquiné foram devastadas. Mortos, feridos, prejuízos e muita dor e tristeza. 


sexta-feira, 26 de maio de 2023

VERANICO DE MAIO/2023

 


Foram dois meses de temperaturas agradáveis, muitos dias de sol.
Um veranico (pequeno verão) de maio maravilhoso. 


sexta-feira, 5 de maio de 2023

SLEEPING BAG *

 Ter um saco de dormir era um sonho (literalmente) de consumo da minha turma. Dormir em qualquer lugar, sem precisar de cama, quarto, até mesmo casa.

Em dezembro de 1971, quando peguei um trem para Uruguaiana com outros seis amigos e colegas do curso de jornalismo da Ufrgs para viajar pela América do Sul, eu (e só eu...) tinha um sleeping bag na mochila. Sabe-se lá o que pode acontecer, pensei.
E estava certo. A primeira noite foi ao relento, em Resistencia, Argentina, junto ao rio Paraná, na beira da estrada. Depois em Salta, na casa de Manuel Castilla, um dos grandes poetas argentinos, onde - obviamente - não havia camas para todos.
De Salta a Lima viajamos numa motor home com quatro camas, insuficientes para todos. Arranjei o meu lugar em cima de um balcão, junto à janela.
Em Otavalo, no Equador, onde morei por alguns meses, me acomodava num canto, onde dormia e sonhava, entre duas montanhas de picos nevados.
Antes de voltar ao Brasil vendi o sleeping bag.
Foram oito meses de sono e de sonhos.
* "O sonho acabou/ quem não dormiu em sleeping bag nem sequer sonhou..." (Gilberto Gil)


terça-feira, 25 de abril de 2023

A SOLIDARIEDADE VENCEU


 Alaska vivia no entorno do quilômetro 1 da Estrada do Mar, em Osório. Lá tem um posto de abastecimento, lojinhas, uma pet shop e o Luzardo, parada obrigatória para quem quer tomar um cafezinho, fazer um lanche, almoçar ou jantar, a preços módicos e um excelente atendimento.

Alaska era de todos e de ninguém. Se alimentava do que davam a ela, dormia por ali. Até que, há duas semanas, foi encontrada passando mal, muito mal. Levada até uma clínica veterinária, foi diagnosticada como envenenamento. Aos poucos ela se recuperou.
O drama da Alaska se tornou assunto nas redes sociais, e foi formada uma corrente de solidariedade para ajudá-la. Recuperada, voltou ao seu lar. Mas era preciso pagar a conta da veterinária. Choveram contribuições, recolhidas pela Erica, da pet shop.
Um cliente do Luzardo, que conhecia a cachorrinha de tantas vezes que parou ali, se comoveu com a sua situação e a adotou. Ele agora mora num sítio, e lá ela passou a viver em segurança, com o carinho que merece.
Final feliz. A solidariedade venceu e maldade.
É raro, mas acontece.


Todas as reaçõ


quarta-feira, 19 de abril de 2023

ANTES DO TRIP ADVISOR

 




Para quem não conhece a cidade e não tem indicações seguras, é bem difícil escolher um hotel. Mesmo ferramentas úteis como o Trip Advisor não livram o viajante de entrar em frias, pois as avaliações são feitas por hóspedes, na base do "gostei disto, detestei aquilo".

Até 2015, quando saiu a 50ª e  última edição do Guia Quatro Rodas - não era assim. Criado por Vitor Civita e por seu filho Roberto, o guia era o resultado de um trabalho meticuloso de uma equipe que cumpria critérios rígidos. Os principais: todas as contas de hotéis e restaurantes eram pagas, e os repórteres não se identificavam profissionalmente para evitarem qualquer atenção especial.  

De 1966, quando saiu a primeira edição (depois de dois anos de viagens por milhares de quilômetros de estradas de um Brasil onde as asfaltadas eram raras), até 1985, as receitas mal cobriam as despesas. Mas depois o guia se consagrou, se tornou indispensável para quem planejava uma viagem.

Na edição de 2015 o editor festejava uma data histórica e expressava a esperança de outros 50 anos. Mas naquela época os custos eram maiores que a receita em publicidade e vendas: a internet sufocava as publicações em papel, e a editora a Abril não teve  como seguir bancando o projeto. 

Para os viajantes foi uma grande perda. Para o jornalismo, também.